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REGRAS PARA ALIMENTAÇÃO DOS PEQUENOS

  • Iamara Seara Medeiros
  • 11 de mar. de 2021
  • 3 min de leitura


A refeição sempre acontece com a presença de um adulto. Tentar envolver sempre toda a família.

Fazer com que as crianças participem do processo alimentar. Fazendo parte das compras, do acondicionamento, higienização, preparo e cocção. Aqui entra o descascar mais desembalar menos.

Ir nas feiras e mercados deve fazer parte do programa familiar, lá se experimenta de tudo com muita diversão despretensiosa.

Guloseimas industrializadas são substituídas por preparações caseiras. Como biscoitos, granolas, pasta de cacau, bolos, cookies, geleias, salgadinhos. Quando isso não é possível as opções devem ser as mais próximas possíveis, como por exemplo biscoito simples e não o recheado.

A fruta como sobremesa não deve ser uma imposição e sim uma opção. Caso se queira um docinho e a fruta atender essa vontade, será bem-vinda.

Criar regras que geram expectativas enormes em torno da comida, não é uma saída muito inteligente. Normatizar a comida como algo prazeroso, mas não estrondoso, talvez seja a melhor saída. Quebrar as regras de que comer fora só de vez em quando ou uma ou duas vezes por mês vão ao restaurante ou comem pizza em casa. Guloseimas ou bolo só fora de casa ou em aniversários. Fritura aqui em casa, nunca. Ensine seu filho a gostar mais do seu frango à milanesa do que da praça de alimentação do shopping. Não estamos com essas regras ensinando a relação saudável e a escolha inteligente, estamos colocando barreiras e criando o desejo pelo proibido. Fique atento.

Preparar coisas gostosas juntos, em família. As preparações contemplam desde a salada ao bolo de chocolate.

Ninguém é obrigado a comer o que não gosta. A comida deve ser preparada de uma mesma forma para todos. E não um alimento para cada integrante da família.

Os alimentos devem ser preparados de todas as maneiras diversas, para agradar a todos que por ventura não tenham gostado do mesmo alimento preparado de uma forma diferente. Assar, grelhar, temperar, ensopar, refogar, fritar, empanar, misturar, somar, juntar. São muitas as possibilidades.

A mesa não deve ser um lugar cheio de regras de etiqueta, o bem se comportar dos pais como exemplo já é uma referência para os filhos, acredite, é o suficiente. Não esqueçamos que são crianças e que não devem se comportar como adultos. Cada amadurecimento a seu tempo. Os pais exigem postura das crianças à mesa, mas discutem problemas diários ao redor do prato. Fica uma inversão de valores. As histórias ao redor da mesa devem ser agradáveis e leves, de puro bem-estar e conforto. Risadas, gargalhadas e brincadeiras são permitidas.

Se debruçar na mesa talvez seja um comportamento infantil, acho que é melhor tolerar e tentar agir naturalmente, para que tudo volte à normalidade, e a posição ideal, sem dar tanta importância ao acontecimento.

Em uma alimentação balanceada, planejada e composta por comida, não se preocupe se em algum momento seu filho for em um passeio escolar ou festinha do amiguinho (acontecerá) ele coma algo diferente ou pouco nutritivo a seu ver. Pense que é muito mais saudável nesse momento ele pertencer ao grupo do que ser excluído dele, por parecer um ET levando lanches “saudáveis”. O mais importante e ter referencias, para poder escolher. Se essas escolhas não foram ensinadas em casa, não serão eles, nossas crianças que o farão sozinhas.

Não tenha medo das comidas poucos nutritivos, elas existem. Você até pode não oferecer para seus filhos, pode até não comprar. Mas eles terão contato com esse tipo de alimento. E quando acontecer, a responsabilidade é sua de ele saber o que escolher. E criar terrorismo nutricional, classificar os alimentos como bons e tranqueiras, esse pode e aquele não pode, e quem manda aqui sou eu, não é a melhor forma. Hoje meus pacientes adultos trazem dificuldades com a comida que poderiam ter sido sanadas na infância. Muitas vezes, nos pais erramos querendo acertar.

Recompensar o brócolis com a sobremesa, é declarar guerra ao brócolis. Pense nisso!


 
 
 

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